Um olhar interior...

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nossos lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda

publicado por AIMSF às 15:23
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Sábado, 4 de Julho de 2009


Cavalo à solta

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

                    José Carlos Ary dos Santos

 

publicado por AIMSF às 22:27
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Todos os dias são o dia da Mãe, pois precisamos delas todos os dias.

Mãe é aquela pessoa que cuida de nós, que nos ama, nos compreende, nos ajuda sem pedir nada em troca.

A verdadeira Mãe está sempre presente.

O amor de mãe nunca morre. Quer sejamos bons ou maus filhos Ela ama-nos até ao fim.

Dedico este poema à minha Mãe, aquela que me criou e me viu crescer.

 

Mãe

 

A ti Mãe que não me viste nascer

A ti Mãe que me viste crescer.

Me ensinaste a andar

Me ajudaste a voar

 

Foste o meu apoio e continuas a ser

Minha Amiga, Mãe e dona do Saber

És a melhor de todas.

Como tu, há poucas.

 

És dedicada e carinhosa

És de longe a mais formosa.

 

Agradeço-te toda a dedicação

Naqueles momentos de aflição.

 

Obrigado não chega para te agradecer

Tanta ternura e amor.

És a minha luz guia

Que ilumina o meu dia.

 

A ti Mãe, muito muito Obrigado.

Sei que sem ti a minha vida não tinha sentido.

 

Um Beijo Grande para a minha Mãe.

 

Ana Fernandes- AIMSF

 

publicado por AIMSF às 17:15
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